O município de Orleans vem avançando na qualificação da atenção à saúde da mulher e da criança por meio da atuação do Comitê de Mortalidade Materna, Infantil e Fetal, uma importante estratégia voltada à prevenção de óbitos evitáveis e à melhoria contínua da assistência no Sistema Único de Saúde (SUS).
Implantado em 2021, o comitê atua como uma ferramenta de gestão que transforma dados em ações concretas, contribuindo para a análise detalhada dos óbitos e para o fortalecimento das políticas públicas de saúde. A iniciativa reúne profissionais de diferentes áreas e setores da gestão municipal, garantindo uma abordagem multiprofissional e intersetorial no cuidado.
Entre as principais atividades desenvolvidas estão a identificação e investigação dos óbitos, análise de prontuários e documentos, além da realização de reuniões mensais para discussão dos casos. Esse processo permite compreender não apenas as causas clínicas, mas também os fatores sociais, assistenciais e organizacionais envolvidos, possibilitando a identificação de fragilidades na rede de atenção.
Desde sua implementação, o comitê tem contribuído para importantes avanços no município. Entre 2021 e 2025, foi possível observar melhorias nos processos de trabalho, maior integração entre os serviços de saúde e qualificação dos registros assistenciais. Além disso, houve redução de óbitos associados a situações potencialmente evitáveis, indicando impacto positivo das ações desenvolvidas.
Outro destaque é o fortalecimento do pré-natal e da assistência ao parto, com revisão constante de protocolos e maior acompanhamento de gestantes de risco. As análises realizadas também ampliaram a capacidade das equipes de saúde em identificar precocemente fatores de risco e vulnerabilidades, promovendo intervenções mais eficazes.
O trabalho do comitê é pautado pela ética, sigilo e caráter educativo, sem finalidade punitiva, promovendo um ambiente de aprendizado coletivo e corresponsabilização entre os profissionais e serviços envolvidos.
Para a gestão municipal, a iniciativa representa um avanço significativo na organização da rede de atenção à saúde, contribuindo para um cuidado mais seguro, humanizado e resolutivo.
A experiência de Orleans reforça que a análise dos óbitos vai além da identificação de causas, sendo uma ferramenta essencial para transformar a realidade, fortalecer o cuidado e salvar vidas.






